sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Alma Cantada

Começa assim...

Eu me sinto solta
então os pedacinhos vão se juntando bem devagar
como se a cola viesse com a voz de um cantor melancólico.

Daí en diante eu vou começando a me levantar
eu consigo ouvir alguma coisa,
consigo ouvir a voz, consigo ouvir o som.

Eu levanto.

Num giro, vejo minha cabeça se erguer
num salto vejo minhas pernas voarem.

Sou agora parte de uma música.
O cantor bate palmas
e eu bato também.

Um pequeno grave melancólico sai novamente de sua voz
e uma lágrima sai dos meus olhos.

Sinto a alma do cantor na música
sinto minha alma voar para perto da dele.

Começo a dançar
a rodar.

A felicidade toma conta de meu corpo
a música me faz encher a alma de uma valsa incontrolável.

Então eu valso.

Valso, e valso,
e sinto os sussuros do cantor no meu ouvido a ressonar as últimas palavras da letra.

Arrepio.

Ele diz que vai e eu tenho que ir junto.
Ele estica os dedos e eu pego em sua mão,
vamos agora meu amor, deixa a vida continuar.

Vamos agora andar na beira do mar,
até a vida se cansar de nós...

Por aí

Vivo doida por aí
num mundo onde há vários loucos como eu.
Jovens que são mais românticos que um poeta
Maníacos pela alegria e o amor

Nós saímos nas ruas
Nós agimos como se o mundo fosse um picadeiro
Mas, não só fazemos rir,
fazemos medos a nós mesmos, de vez em quando.
Também fugimos dos medos, de vez em quando.

Nos afogamos em cervejas e bebidas
Cigarros e pós
Ou nem sempre nos fabricados
Nos afogamos nos corpos uns dos outros
No nosso próprio suor

A vida à vezes começa só à noite
Quando nós realmente dançamos e nos divertimos
Voamos de nossas casas e até de nossas cidades
Para alcançar sei-lá-o-quê em algum lugar


E no final é só o dia amanhecendo
E no final o mundo volta ao normal
Buscamos de volta o que ficou no caminho
Nos banhamos e colocamos mochilas nas costas
Para enchê-las de conhecimento durante o dia
E esvaziá-las com loucura durante a noite

Besoin de l'instant

Se num abraço as pessoas esquecem que estão tristes
eu gostaria de esquecer que tenho medo de viver só.

Queria depois de estar com o coração cansado de se desiludir
um abraço para esquecer que a vida não é uma ilusão boa.

Seria pra mim como se eu conseguisse levitar
depois de ter enchido meu corpo de terra.

Gostaria de sentir o sentimento e sentir mais ainda.
E quando ele estivesse cansado de ser sentido
pedisse que eu o sentisse ainda mais.

Que ele me dissesse:
- Meu amor, estou aqui.
Eu não hesitaria em sorrir
nem esqueceria de derramar minhas lágrimas.

Sei que ele iria estar cheio de meus problemas,
mas acho que comigo ele iria esquecer até os dele.

Eu o levaria aos poucos pro meu mundo
e de vez em quando eu iria pedir para entrar no dele.

E então não haveria decepção nem tristeza,
e se houvesse, agente iria se explicar
agente iria tentar ser o mais surreal possível
pra tentar amenizar certas dores.

Não teríamos medo de entrar num conto de fadas,
nem de sair dele.
Simplesmente viveríamos momentos
desligando o raciocínio
e todas as outras coisas que nos impedisse de sentir.

Não descutiríamos pelos erros,
nós só lembraríamos deles
para que eles sejam reconhecidos antes de passar por nós.

E o mais importante:
Ele me daria a mão
e perceberia que eu preciso dele,
sem que houvesse necessidade
de que saíssem lágimas dos meus olhos.

Penso muito

Acho que penso tanto em você
que em algum ponto do espaço/tempo,
isso se reverte em confusão
e algo bloqueia sua vontade
de pensar em mim também.

E no nosso mundo,
porque ele é meu e seu, logo, é nosso.

Fica alguém que,
de tanto lembrar da sua metade
(sabe? a outra banda da maçã
ou outro pólo do planeta)
e não ser lembrado do jeito que gostaria,
se deu conta, tristemente,
que pensa pelos dois.

E não vai ser lembrada tão cedo,
se não for colocar na cabecinha da outra metade
que deve lembrar dela sempre.

Mas, enquanto não pode fazer isto,
(porque você sumiu do mapa)
fica se perguntando
se ela ainda vive dentro do lugar
onde você guarda as pessoas que ama.

Vive?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Terrible Late

Querido diário,

Eu sou uma desocupada.
Sei que isso é normal, essa coisa de ficar uma ou duas vezes com a vida na mão sem ter o que fazer dela, mas no meu caso, quando não há obrigações há um tal de ócio.
Sim. O ócio.
Mas se todo o meu tempo de ócio me desse algum proveito eu até que gostaria dele, faria dele um passatempo legal sabe? Eu me casaria com o ócio se fosse assim.
Meu ócio tem as pernas curtas pra ficar sentado, ou se possível dormindo. Não anda, não me leva a lugar nenhum, anão chato! Então ele nem tem como vestir calças e um paletó pra se casar comigo.

Ai diário..
Se você soubesse de outra coisa que o meu ócio me traz, outra que eu não gosto, é da minha imaginação desviada.
É. isso mesmo. IMAGINAÇÃO DES - VI - A - DA.
Ela é outra que me faz ficar parada nos cantos pensando besteira. E é tão pesada... Essa gorda!
Uma anãzinha chata que não larga do meu pé, sopra umas coisas que ficam empregnadas na minha cabeça e só sacudindo elas caem no chão.

Preciso pegar na mão de uma obrigação de novo. Quem sabe ela me leva pra lugares interessantes? Ou então ela me apresenta uma forma de dieta e crescimento pra minha imaginação?
Seria ótimo, porque, tenho certeza, ela me levaria pra andar de novo no caminho dos tijolos amarelos e daí eu não teria que me encontrar com nenhum coelho me dizendo que estou atrasada, atrasada demais pra estar aqui parada sem fazer nada...

Ai se a Rainha de Copas me pega! Perco a cabeça...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Anúncio revista Marlyn Frida

 










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