Algumas vezes sabemos que as vontades aparecem do nada.
Algumas vezes nós cultivamos uma vontade por muito tempo.
Eu não consigo entender minhas vontades, que nunca são de uma coisa só. Elas sempre me deixam incompletas, porque quase sempre eu acho que quero algo mais.
Me decepciono algumas vezes também. Achando que as coisas acontecem como eu penso.
Só txt e + nda.
Agora, o blog das minhas rotinas...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Palavras soltas
Desalegrias
As vezes, eu só queria ter uma notícia boa para dar às pessoas, dizer que estou alegre porque algo de novo e bom aconteceu. Mas é muito difícil isso acontecer, e quando está por um fio e me faz imaginar contando a todos o quanto eu estou feliz por isso, acaba por não acontecer e vejo minha vida indo pra trás..
Não consigo.
Não consigo me acostumar com a vida e com as coisas mais simples dela.
Sonhos, sensações, palavras.
São muita vezes o que me tira do sério.
Tudo bem, isso faz parte.
Quase um desejo
Queria que todas as pessoas entendessem o que é sentir.
Que sentir não é uma coisa que está estampada na cara, sendo egoísta mesmo, sentir está lá dentro do coração.
As vezes, eu só queria ter uma notícia boa para dar às pessoas, dizer que estou alegre porque algo de novo e bom aconteceu. Mas é muito difícil isso acontecer, e quando está por um fio e me faz imaginar contando a todos o quanto eu estou feliz por isso, acaba por não acontecer e vejo minha vida indo pra trás..
Não consigo.
Não consigo me acostumar com a vida e com as coisas mais simples dela.
Sonhos, sensações, palavras.
São muita vezes o que me tira do sério.
Tudo bem, isso faz parte.
Quase um desejo
Queria que todas as pessoas entendessem o que é sentir.
Que sentir não é uma coisa que está estampada na cara, sendo egoísta mesmo, sentir está lá dentro do coração.
sábado, 3 de abril de 2010
Criança de novo
Eu estava lá, sentada cheia das minhas tarefas.
Não havia mais ninguém, estava sozinha, não que me sentisse bem nessa situação, mas quando agente é adulto, agente tem que ser adulto.
Isso me consolava bastante, apesar do meu medo de escuro, havia muito trabalho a fazer.
De repente, senti uma presença diferente, sobrenatural. Apesar de morrer de medo de tudo isso, naquele momento, nenhum tipo de medo chegava perto de mim. E tenha certeza, medos são minhas companhias, e as vezes até pegam na minha mão, eu corro e e choro, até suar.
Senti que ela não vinha acompanhada de medos, tinha ao redor algo que fazia rir, uma fumacinha e cor neon. Era criança, e eu nos meus saltos e decote, me senti criança também. Olhando pra ela, me vi no reflexo do computador, laço de fita e cabelos cacheados. Vi em mim muito do que não esquecera há tempos, mas tinha medo de mostrar. Algo que nunca deixei de ser.
Pelo andar da história já se viu que era uma menina. Loira, magrela, aparentando seus 10 anos, que se escondia nas quinas das paredes pra não ser vista, ou para chamar pra brincadeira. Não sei ao certo. Só sei que escolhi pular da cadeira, agora alta pra mim, e sair correndo como nunca mais tinha feito.
Entre as colunas de um salão, brincamos de esconder. Num canto da parede, tinha uma mesa com louças minúsculas que chamavam para um chá.
Era tão lindo, tão diferente.
Eu não pronunciei uma palavra, mas ouvia e via pessoas estranhas chegando o tempo todo.
De repente veio a música, e com ela a alegria, o cheiro do suor e os passos das pessoas dançando.
Um estrondo soou, a música parou e uma voz chamou meu nome. Parecia uma bruxa, que depois de milênios de maldade e gritos horrorosos, esqueceu como era a voz humana e tomou como um arranhão o som de sua voz.
Meus ouvidos doíam, e então levantei da cadeira.
Olhei ao redor e vi uma sala branca, vi meu computador e vi um sorriso falso. Pedi mais um minuto e caí tonta na cadeira. A garota saiu correndo e atrás da parede vi seu vestido voando.
Um laço de fita se soltou para que eu percebesse. O chá foi real.
Não havia mais ninguém, estava sozinha, não que me sentisse bem nessa situação, mas quando agente é adulto, agente tem que ser adulto.
Isso me consolava bastante, apesar do meu medo de escuro, havia muito trabalho a fazer.
De repente, senti uma presença diferente, sobrenatural. Apesar de morrer de medo de tudo isso, naquele momento, nenhum tipo de medo chegava perto de mim. E tenha certeza, medos são minhas companhias, e as vezes até pegam na minha mão, eu corro e e choro, até suar.
Senti que ela não vinha acompanhada de medos, tinha ao redor algo que fazia rir, uma fumacinha e cor neon. Era criança, e eu nos meus saltos e decote, me senti criança também. Olhando pra ela, me vi no reflexo do computador, laço de fita e cabelos cacheados. Vi em mim muito do que não esquecera há tempos, mas tinha medo de mostrar. Algo que nunca deixei de ser.Pelo andar da história já se viu que era uma menina. Loira, magrela, aparentando seus 10 anos, que se escondia nas quinas das paredes pra não ser vista, ou para chamar pra brincadeira. Não sei ao certo. Só sei que escolhi pular da cadeira, agora alta pra mim, e sair correndo como nunca mais tinha feito.
Entre as colunas de um salão, brincamos de esconder. Num canto da parede, tinha uma mesa com louças minúsculas que chamavam para um chá.
Era tão lindo, tão diferente.
Eu não pronunciei uma palavra, mas ouvia e via pessoas estranhas chegando o tempo todo.
De repente veio a música, e com ela a alegria, o cheiro do suor e os passos das pessoas dançando.
Um estrondo soou, a música parou e uma voz chamou meu nome. Parecia uma bruxa, que depois de milênios de maldade e gritos horrorosos, esqueceu como era a voz humana e tomou como um arranhão o som de sua voz.
Meus ouvidos doíam, e então levantei da cadeira.
Olhei ao redor e vi uma sala branca, vi meu computador e vi um sorriso falso. Pedi mais um minuto e caí tonta na cadeira. A garota saiu correndo e atrás da parede vi seu vestido voando.Um laço de fita se soltou para que eu percebesse. O chá foi real.
domingo, 7 de março de 2010
Cópia de mim
Quem sabe quando eu tomar coragem e encarar o escuro, haverá alguém lá sentado no escuro esperando para conversar comigo.
E aí ele me ouviria e me ajudaria a mudar.
Mas isso parece tão impossível quanto desafiar meu medo de altura.
Queria que houvesse alguém ou algo que não me deixasse sentir quando uma mágoa viesse andando e parasse do meu lado.
Ele talvez poderia ser Deus disfarçado de homem, pra pelo menos, me dar alguns conselhos. Pois não quero respostas à perguntas muito difíceis, nem quero mágica, só quero alguém que possa ser uma cama de plumas para minhas quedas.
Não consigo me adaptar à dificuldade que eu tenho em viver neste mundo, percebi o quanto sinto doer quando não posso revidar coisas. Dói engolir as raivas e as tristezas, principalmente quando vejo que elas são causadas por motivos injustos.
Nem sempre a dor que sinto é sentimental.Algo dói dentro do meu peito, dói de verdade, mas sei que não há nenhuma doença.
Talvez essa pessoa poderia ser eu mesma, cópia de mim, ou melhor, poderia ser uma divisão. Só uma parte ficaria em mim, a outra ficaria na segunda eu. Então eu poderia sentir alguém me completar.
Então, se a eu magoasse ou entristecesse, todas essas coisas seriam inválidas, porque seriam comigo mesma.
Todos os segredos, alegrias e tristezas também, sempre eu teria com quem dividir, e ao mesmo tempo todos ficariam guardados comigo.
Seria muito mais fácil lidar com a vida.
Seria menos triste essa coisa de viver.
E aí ele me ouviria e me ajudaria a mudar.
Mas isso parece tão impossível quanto desafiar meu medo de altura.
Queria que houvesse alguém ou algo que não me deixasse sentir quando uma mágoa viesse andando e parasse do meu lado.
Ele talvez poderia ser Deus disfarçado de homem, pra pelo menos, me dar alguns conselhos. Pois não quero respostas à perguntas muito difíceis, nem quero mágica, só quero alguém que possa ser uma cama de plumas para minhas quedas.Não consigo me adaptar à dificuldade que eu tenho em viver neste mundo, percebi o quanto sinto doer quando não posso revidar coisas. Dói engolir as raivas e as tristezas, principalmente quando vejo que elas são causadas por motivos injustos.
Nem sempre a dor que sinto é sentimental.Algo dói dentro do meu peito, dói de verdade, mas sei que não há nenhuma doença.
Talvez essa pessoa poderia ser eu mesma, cópia de mim, ou melhor, poderia ser uma divisão. Só uma parte ficaria em mim, a outra ficaria na segunda eu. Então eu poderia sentir alguém me completar.
Então, se a eu magoasse ou entristecesse, todas essas coisas seriam inválidas, porque seriam comigo mesma.
Todos os segredos, alegrias e tristezas também, sempre eu teria com quem dividir, e ao mesmo tempo todos ficariam guardados comigo.
Seria muito mais fácil lidar com a vida.
Seria menos triste essa coisa de viver.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
A caneta
Entrou no quarto e trancou a porta.
Se escorou, e a parede a ajudou a segurar o peso que estava em seus ombros.
A bolsa, que ainda não havia largado, guardava o peso maior do que acabara de cometer, de dentro dela algo muito forte e doloroso saía, um cheiro enjoativo do qual ela tinha há pouco se familiarizado.
-Quanto sangue. Meu Deus...
Não sabia ao certo o que sentir, porque o vazio tomara conta dela desde o instante em que desferiu o primeiro golpe no tórax de sua vítima. Ela forçava seus braços a empurrar aquela caneta conta o lugar exato do coração que deixou de amá-la. Ele já estava morto há muito tempo, mas apareceu o impulso de ferí-lo de alguma forma.
Então, a caneta.
E depois, a vontade maior e maior de fazê-lo acordar para pedir perdão por matá-lo desse jeito. Ela não deveria, não queria, mas impulsos não pedem, não perguntam. Simplesmente acontecem. A ferocidade com que ela fez aquilo, foi tanta que a fez desmaiar ao lado daquele corpo sem vida, desde a primeira gota de veneno.
Acordou desejando ter tido um pesadelo, mas na verdade, estava encharcada com o sangue dele.
Levantou-se num grande susto, e desde então, tem feito as coisas assustada.
Banhou-se, esfregou o corpo com o pequeno sabonete de motel, como se quisesse tirar de si a mancha da culpa do que fizera, quase arrancando a própria pele.
Se recompôs e saiu do quarto como se nada tivesse acontecido, seu disfarce era irreconhecível, uma máscara de tranquilidade assustadora, de um monstro que, segundo ela, acabara de nascer.
Expulsou as lembranças e foi limpar a caneta, lavou-a e enxugou. Junto com a água suja do ralo foi sua culpa, nada provaria que foi ela, em sua irracionalidade, ela estava livre de pagar por aquilo.
Dias se passaram.
A investigação daquela morte já estava quase encerrada porque não se sabia quem era a mulher que saíra do quarto, o disfarce era perfeito, as câmeras não revelariam a verdade.
Como de praxe, todas as pessoas próximas à vítima foram chamadas para depor. Ela também foi chamada, sua aproximação era tão óbvia, que a esposa dele já não se importava mais. Todos sabiam que ela era só uma dentre várias.
Na porta de delegacia, um tremor tomou conta de seu corpo, mas seguiu em frente. Lá dentro o delegado a fez esperar, ficou por último.
Ela se saiu tão bem, que sorria ao ver a crença do delegado em sua mentira.
- Tudo bem, minha senhora, agora só falta assinar seu depoimento. Vejo que não há nada mais que deva fazer aqui.
Pegou a caneta que o delegado deu, mas só conseguiu rabiscar a primeira letra do nome, a caneta falhou. Ninguém conseguia encontrar outra caneta, então ela abriu a bolsa e pegou uma caixinha oval revestida com um veludo preto. Ali jazia uma certa caneta, da qual ela não ousava se livrar. Um golpe de reflexo a fez pegá-la sem pensar em mais nada, como se ela realmente não tivesse feito nada com a caneta.
Mas esta também falhou e, o delegado se ofereceu para consertar a caneta pois, segundo ele, já tinha tido uma igual.
No mesmo instante, ela lembrou-se do medo de ser reconhecida como assassina, e empalideceu. Entregou a arma, e o que a incriminava estava nas mãos dele.
O delegado sem notar, abria a caneta explicando:
- Eu já tive uma dessa; cara não é? O problema...
Dentro dela se revelou a culpa. Um pequeno aglomerado de sangue coagulado estava preso na caneta.
O delegado reconhecia sangue em todas as suas formas e reconheceu também a mentira. Juntou peças e o quebra cabeças se completou.
Ela sentiu o gosto da morte naquele naquele instante.
Se escorou, e a parede a ajudou a segurar o peso que estava em seus ombros.A bolsa, que ainda não havia largado, guardava o peso maior do que acabara de cometer, de dentro dela algo muito forte e doloroso saía, um cheiro enjoativo do qual ela tinha há pouco se familiarizado.
-Quanto sangue. Meu Deus...
Não sabia ao certo o que sentir, porque o vazio tomara conta dela desde o instante em que desferiu o primeiro golpe no tórax de sua vítima. Ela forçava seus braços a empurrar aquela caneta conta o lugar exato do coração que deixou de amá-la. Ele já estava morto há muito tempo, mas apareceu o impulso de ferí-lo de alguma forma.
Então, a caneta.
E depois, a vontade maior e maior de fazê-lo acordar para pedir perdão por matá-lo desse jeito. Ela não deveria, não queria, mas impulsos não pedem, não perguntam. Simplesmente acontecem. A ferocidade com que ela fez aquilo, foi tanta que a fez desmaiar ao lado daquele corpo sem vida, desde a primeira gota de veneno.
Acordou desejando ter tido um pesadelo, mas na verdade, estava encharcada com o sangue dele.
Levantou-se num grande susto, e desde então, tem feito as coisas assustada.
Banhou-se, esfregou o corpo com o pequeno sabonete de motel, como se quisesse tirar de si a mancha da culpa do que fizera, quase arrancando a própria pele.
Se recompôs e saiu do quarto como se nada tivesse acontecido, seu disfarce era irreconhecível, uma máscara de tranquilidade assustadora, de um monstro que, segundo ela, acabara de nascer.
Expulsou as lembranças e foi limpar a caneta, lavou-a e enxugou. Junto com a água suja do ralo foi sua culpa, nada provaria que foi ela, em sua irracionalidade, ela estava livre de pagar por aquilo.
Dias se passaram.
A investigação daquela morte já estava quase encerrada porque não se sabia quem era a mulher que saíra do quarto, o disfarce era perfeito, as câmeras não revelariam a verdade.
Como de praxe, todas as pessoas próximas à vítima foram chamadas para depor. Ela também foi chamada, sua aproximação era tão óbvia, que a esposa dele já não se importava mais. Todos sabiam que ela era só uma dentre várias.
Na porta de delegacia, um tremor tomou conta de seu corpo, mas seguiu em frente. Lá dentro o delegado a fez esperar, ficou por último.
Ela se saiu tão bem, que sorria ao ver a crença do delegado em sua mentira.
- Tudo bem, minha senhora, agora só falta assinar seu depoimento. Vejo que não há nada mais que deva fazer aqui.
Pegou a caneta que o delegado deu, mas só conseguiu rabiscar a primeira letra do nome, a caneta falhou. Ninguém conseguia encontrar outra caneta, então ela abriu a bolsa e pegou uma caixinha oval revestida com um veludo preto. Ali jazia uma certa caneta, da qual ela não ousava se livrar. Um golpe de reflexo a fez pegá-la sem pensar em mais nada, como se ela realmente não tivesse feito nada com a caneta.
Mas esta também falhou e, o delegado se ofereceu para consertar a caneta pois, segundo ele, já tinha tido uma igual.
No mesmo instante, ela lembrou-se do medo de ser reconhecida como assassina, e empalideceu. Entregou a arma, e o que a incriminava estava nas mãos dele.
O delegado sem notar, abria a caneta explicando:
- Eu já tive uma dessa; cara não é? O problema...
Dentro dela se revelou a culpa. Um pequeno aglomerado de sangue coagulado estava preso na caneta.
O delegado reconhecia sangue em todas as suas formas e reconheceu também a mentira. Juntou peças e o quebra cabeças se completou.
Ela sentiu o gosto da morte naquele naquele instante.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Nada
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
O que é sonho?
Eu tenho muitos sonhos.
Sei disso porque me perco várias vezes em realizações imaginárias, contando pra mim mesma, como seria se uma idéia momentânea que eu gosto acontecesse. Ou passo muito tempo antes de dormir planejando cada passo do dia seguinte, de um banho até uma entrevista de emprego.
Como se não bastasse essa coisa de sonhar acordada com coisas que eu gostaria muito que acontecessem, sonho ao invés de dormir e minhas noites se tornam cansativas ao invés do que elas deveriam ser.
Acho que vivo ao contrário.
Durmo para entrar em ação nas aventuras sem rumo da minha consciência e acordo para sonhar com o que eu queria para minha vida. E no final, me sinto uma confusão.
Não me sinto diferente das outras pessoas, sei que muitas vivem por aí do mesmo jeito que eu, buscando sempre idealizar o melhor para suas vidas.
Mas sei que há um limite, que se impõe a nós cada vez que tiramos nossos pezinhos do chão e nos deixamos levar por um ou outro lapso exagerado das nossas imaginações.
Então, sonhar é só imaginar, querer. O resultado disso, eu gosto de chamar de realidade.
Sei disso porque me perco várias vezes em realizações imaginárias, contando pra mim mesma, como seria se uma idéia momentânea que eu gosto acontecesse. Ou passo muito tempo antes de dormir planejando cada passo do dia seguinte, de um banho até uma entrevista de emprego.
Como se não bastasse essa coisa de sonhar acordada com coisas que eu gostaria muito que acontecessem, sonho ao invés de dormir e minhas noites se tornam cansativas ao invés do que elas deveriam ser.
Acho que vivo ao contrário.
Durmo para entrar em ação nas aventuras sem rumo da minha consciência e acordo para sonhar com o que eu queria para minha vida. E no final, me sinto uma confusão.Não me sinto diferente das outras pessoas, sei que muitas vivem por aí do mesmo jeito que eu, buscando sempre idealizar o melhor para suas vidas.
Mas sei que há um limite, que se impõe a nós cada vez que tiramos nossos pezinhos do chão e nos deixamos levar por um ou outro lapso exagerado das nossas imaginações.
Então, sonhar é só imaginar, querer. O resultado disso, eu gosto de chamar de realidade.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Atenta ao óbvio
Descobri que ando aprendendo mais sobre mim.
E ando mais atenta também ao que chamo de "erro", que nesse caso, é a coisa da qual me arrependo de ter feito quando já não posso corrigir.
É como se agora eu prestasse atenção a cada passo que dou, evitando muitos tropeços, quedas e futuras decepções...
Alguns chamariam isso de crescer e eu concordo.
Porque a velha teoria diz que agente cresce aprendendo, não é mesmo?
Enfim.
E é sobre alguns aspectos que observo no meu dia-a-dia, que venho aprendendo e ganhando alguns centímetros de amadurecimento pessoal, perdendo, de contrapartida, alguns pontos de vista que eu achava serem muito mais importantes do que qualquer lição da vida, aqueles que já nascem conosco. Não sei como se cresce sem eles.
Penso que vou esvaziando uma caixa de ferramentas com o intuito de dar espaço à novos itens, os velhos, não sei onde guardar e acabo os deixando num canto onde eles não sejam acessíveis, e alguns até são jogados no lixo. Mas na hora de utilizar as novas ferramentas, vejo que elas não se encaixam no meu modo de consertar as coisas, por falta de experiência de uso ou até mesmo desconforto. Porém, minhas antigas ferramentas com as quais eu já tinha prática, intimidade e algum sucesso, estão gastas e me fazem parecer estacionada nos momentos em que elas funcionavam.
Essas descobertas e novas coisas que aparecem em minha vida me mostram também que muitas coisas não funcionam comigo, mas servem para o resto do mundo.
Muitos valores, modos de agir, palavras, sentimentos e até algumas pessoas, ando deixando de lado e, falando de uma forma mais pesada, ando mesmo as excluindo da minha vida.
Sei que crescer, crescer mesmo, agente só cresce depois que tem filhos e assume a responsabilidade de duas vidas ao invés de uma só, porque além de cuidar do filho, você precisa cuidar de si para não deixá-lo só. Contudo, essas pequenas lições que muitas vezes amargam e nos fazem abandonar nossa caixa de brinquedos, são só uma pequena parte de tudo que ainda está por vir, nesse espaço de tempo tão curto que é nossa vida.
E ando mais atenta também ao que chamo de "erro", que nesse caso, é a coisa da qual me arrependo de ter feito quando já não posso corrigir.
É como se agora eu prestasse atenção a cada passo que dou, evitando muitos tropeços, quedas e futuras decepções...
Alguns chamariam isso de crescer e eu concordo.
Porque a velha teoria diz que agente cresce aprendendo, não é mesmo?
Enfim.
E é sobre alguns aspectos que observo no meu dia-a-dia, que venho aprendendo e ganhando alguns centímetros de amadurecimento pessoal, perdendo, de contrapartida, alguns pontos de vista que eu achava serem muito mais importantes do que qualquer lição da vida, aqueles que já nascem conosco. Não sei como se cresce sem eles.Penso que vou esvaziando uma caixa de ferramentas com o intuito de dar espaço à novos itens, os velhos, não sei onde guardar e acabo os deixando num canto onde eles não sejam acessíveis, e alguns até são jogados no lixo. Mas na hora de utilizar as novas ferramentas, vejo que elas não se encaixam no meu modo de consertar as coisas, por falta de experiência de uso ou até mesmo desconforto. Porém, minhas antigas ferramentas com as quais eu já tinha prática, intimidade e algum sucesso, estão gastas e me fazem parecer estacionada nos momentos em que elas funcionavam.
Essas descobertas e novas coisas que aparecem em minha vida me mostram também que muitas coisas não funcionam comigo, mas servem para o resto do mundo.
Muitos valores, modos de agir, palavras, sentimentos e até algumas pessoas, ando deixando de lado e, falando de uma forma mais pesada, ando mesmo as excluindo da minha vida.
Sei que crescer, crescer mesmo, agente só cresce depois que tem filhos e assume a responsabilidade de duas vidas ao invés de uma só, porque além de cuidar do filho, você precisa cuidar de si para não deixá-lo só. Contudo, essas pequenas lições que muitas vezes amargam e nos fazem abandonar nossa caixa de brinquedos, são só uma pequena parte de tudo que ainda está por vir, nesse espaço de tempo tão curto que é nossa vida.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Uma noite, uma dança.
Eu entrei naquele lugar, e me deixei levar pelo som.
Ouvi a música soar mais alto que minha dor.
Dancei e me entreguei.
O mundo pareceu mais leve aos meus olhos.
Quando a música se elevou, minha mente se enlevou
e a noite não passou de mais uma estrofe dessa música.
Meu corpo era um só junto ao ritmo.
Não havia quem ou o quê me fizesse parar.
O que me levava ali era muito maior,
o que me fazia dançar não me dava motivos pra parar.quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Promessa
Verão é tempo de praia e sol e calor..
É, mas para mim fazia algum tempo que o verão só representava calor.
Não só pra mim, sei que muitas pessoas não ligam para a parte boa do verão, ou pelo menos a aproveitável. O mundo inteiro vive numa correria, trabalho, trabalho e trabalho. Formiguinhas que não param nem no inverno.
Mas, esquecendo um pouco da vida e deixando de lado algumas responsabilidades, fui às praia no meio da semana, me deixar viver o que passa por mim e nem sequer vejo.
Antes, eu via o Mar todos os dias no caminho para o trabalho. Sentia aquela brisa e o calor... ah, o calor..
Sentindo a brisa eu me sentia também na obrigação de fazer uma promessa diária, a qual desejava cumprir mais que qualquer coisa, e acabava fazendo qualquer coisa, deixando passar a sensação de ter as ondas batendo em mim e a areia massageando minha pele;
Prometia ir à praia no fim de semana.
Não havia nada que me impedisse, chuva, falta de sol, falta de tempo... Não haviam fins de semana que me fizessem ficar com menos remorso por não cumprir minha promessa.
Meses se passaram até que parei de passar todos os dias de frente ao Mar, e minhas promessas pararam de ser feitas. Já estava esquecendo até que eu prometia...
Passei a viver então as coisas que não vivia em casa, a minha vida antes de todo o frenesi e movimento que não me deixavam, sequer parar para assistir tv, por cansaço ou falta de tempo.
Meu tempo que era dividido em 3 horas rodando dentro de ônibus, 10 horas perdidas num emprego que eu odiava e pouco mais de 2 ou 3 para comer e me entreter, as outras que sobravam eram de sono.
Eis que chega o Natal, o Ano Novo e a família vem de fora, para visitar e me fazer cumprir a promessa. Sem que eu soubesse que a vida programava me fazer sentir o Sol e o Mar que há tempos eu não sentia.
Chegou meu dia então.
Sem nenhuma cerimônia tirei minha roupa e fui saltitando até o nível da água onde eu podia, porque não sei nadar, e o Mar me abraçou, a água me fez ficar quente, eu senti a vida que tinha ali dentro.
É difícil de descrever o quanto eu me sinto bem dentro do Mar. As coisas tristes parecem ter medo de entrar na água também, elas devem ser como crianças que tem medo das ondas, da água salgada e do movimento.
Me senti nova.
E estou guardando essa sensação até agora.
É, mas para mim fazia algum tempo que o verão só representava calor.
Não só pra mim, sei que muitas pessoas não ligam para a parte boa do verão, ou pelo menos a aproveitável. O mundo inteiro vive numa correria, trabalho, trabalho e trabalho. Formiguinhas que não param nem no inverno.
Mas, esquecendo um pouco da vida e deixando de lado algumas responsabilidades, fui às praia no meio da semana, me deixar viver o que passa por mim e nem sequer vejo.
Antes, eu via o Mar todos os dias no caminho para o trabalho. Sentia aquela brisa e o calor... ah, o calor..Sentindo a brisa eu me sentia também na obrigação de fazer uma promessa diária, a qual desejava cumprir mais que qualquer coisa, e acabava fazendo qualquer coisa, deixando passar a sensação de ter as ondas batendo em mim e a areia massageando minha pele;
Prometia ir à praia no fim de semana.
Não havia nada que me impedisse, chuva, falta de sol, falta de tempo... Não haviam fins de semana que me fizessem ficar com menos remorso por não cumprir minha promessa.
Meses se passaram até que parei de passar todos os dias de frente ao Mar, e minhas promessas pararam de ser feitas. Já estava esquecendo até que eu prometia...
Passei a viver então as coisas que não vivia em casa, a minha vida antes de todo o frenesi e movimento que não me deixavam, sequer parar para assistir tv, por cansaço ou falta de tempo.
Meu tempo que era dividido em 3 horas rodando dentro de ônibus, 10 horas perdidas num emprego que eu odiava e pouco mais de 2 ou 3 para comer e me entreter, as outras que sobravam eram de sono.
Eis que chega o Natal, o Ano Novo e a família vem de fora, para visitar e me fazer cumprir a promessa. Sem que eu soubesse que a vida programava me fazer sentir o Sol e o Mar que há tempos eu não sentia.
Chegou meu dia então.
Sem nenhuma cerimônia tirei minha roupa e fui saltitando até o nível da água onde eu podia, porque não sei nadar, e o Mar me abraçou, a água me fez ficar quente, eu senti a vida que tinha ali dentro.
É difícil de descrever o quanto eu me sinto bem dentro do Mar. As coisas tristes parecem ter medo de entrar na água também, elas devem ser como crianças que tem medo das ondas, da água salgada e do movimento.
Me senti nova.
E estou guardando essa sensação até agora.
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