E ando mais atenta também ao que chamo de "erro", que nesse caso, é a coisa da qual me arrependo de ter feito quando já não posso corrigir.
É como se agora eu prestasse atenção a cada passo que dou, evitando muitos tropeços, quedas e futuras decepções...
Alguns chamariam isso de crescer e eu concordo.
Porque a velha teoria diz que agente cresce aprendendo, não é mesmo?
Enfim.
E é sobre alguns aspectos que observo no meu dia-a-dia, que venho aprendendo e ganhando alguns centímetros de amadurecimento pessoal, perdendo, de contrapartida, alguns pontos de vista que eu achava serem muito mais importantes do que qualquer lição da vida, aqueles que já nascem conosco. Não sei como se cresce sem eles.Penso que vou esvaziando uma caixa de ferramentas com o intuito de dar espaço à novos itens, os velhos, não sei onde guardar e acabo os deixando num canto onde eles não sejam acessíveis, e alguns até são jogados no lixo. Mas na hora de utilizar as novas ferramentas, vejo que elas não se encaixam no meu modo de consertar as coisas, por falta de experiência de uso ou até mesmo desconforto. Porém, minhas antigas ferramentas com as quais eu já tinha prática, intimidade e algum sucesso, estão gastas e me fazem parecer estacionada nos momentos em que elas funcionavam.
Essas descobertas e novas coisas que aparecem em minha vida me mostram também que muitas coisas não funcionam comigo, mas servem para o resto do mundo.
Muitos valores, modos de agir, palavras, sentimentos e até algumas pessoas, ando deixando de lado e, falando de uma forma mais pesada, ando mesmo as excluindo da minha vida.
Sei que crescer, crescer mesmo, agente só cresce depois que tem filhos e assume a responsabilidade de duas vidas ao invés de uma só, porque além de cuidar do filho, você precisa cuidar de si para não deixá-lo só. Contudo, essas pequenas lições que muitas vezes amargam e nos fazem abandonar nossa caixa de brinquedos, são só uma pequena parte de tudo que ainda está por vir, nesse espaço de tempo tão curto que é nossa vida.
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