sábado, 30 de janeiro de 2010

Atenta ao óbvio

Descobri que ando aprendendo mais sobre mim.
E ando mais atenta também ao que chamo de "erro", que nesse caso, é a coisa da qual me arrependo de ter feito quando já não posso corrigir.
É como se agora eu  prestasse atenção a cada passo que dou, evitando muitos tropeços, quedas e futuras decepções...
Alguns chamariam isso de crescer e eu concordo.
Porque a velha teoria diz que agente cresce aprendendo, não é mesmo?
Enfim.

E é sobre alguns aspectos que observo no meu dia-a-dia, que venho aprendendo e ganhando alguns centímetros de amadurecimento pessoal, perdendo, de contrapartida, alguns pontos de vista que eu achava serem muito mais importantes do que qualquer lição da vida, aqueles que já nascem conosco. Não sei como se cresce sem eles.
Penso que vou esvaziando uma caixa de ferramentas com o intuito de dar espaço à novos itens, os velhos, não sei onde guardar e acabo os deixando num canto onde eles não sejam acessíveis, e alguns até são jogados no lixo. Mas na hora de utilizar as novas ferramentas, vejo que elas não se encaixam no meu modo de consertar as coisas, por falta de experiência de uso ou até mesmo desconforto. Porém, minhas antigas ferramentas com as quais eu já tinha prática, intimidade e algum sucesso, estão gastas e me fazem parecer estacionada nos momentos em que elas funcionavam.
Essas descobertas e novas coisas que aparecem em minha vida me mostram também que muitas coisas não funcionam comigo, mas servem para o resto do mundo.
Muitos valores, modos de agir, palavras, sentimentos e até algumas pessoas, ando deixando de lado e, falando de uma forma mais pesada, ando mesmo as excluindo da minha vida.
Sei que crescer, crescer mesmo, agente só cresce depois que tem filhos e assume a responsabilidade de duas vidas ao invés de uma só, porque além de cuidar do filho, você precisa cuidar de si para não deixá-lo só. Contudo, essas pequenas lições que muitas vezes amargam e nos fazem abandonar nossa caixa de brinquedos, são só uma pequena parte de tudo que ainda está por vir, nesse espaço de tempo tão curto que é nossa vida.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Uma noite, uma dança.



Eu entrei naquele lugar, e me deixei levar pelo som.
Ouvi a música soar mais alto que minha dor.
Dancei e me entreguei.
O mundo pareceu mais leve aos meus olhos.
Quando a música se elevou, minha mente se enlevou
e a noite não passou de mais uma estrofe dessa música.
Meu corpo era um só junto ao ritmo.
Não havia quem ou o quê me fizesse parar.
O que me levava ali era muito maior,
o que me fazia dançar não me dava motivos pra parar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Promessa

   Verão é tempo de praia e sol e calor..

   É, mas para mim fazia algum tempo que o verão só representava calor.
   Não só pra mim, sei que muitas pessoas não ligam para a parte boa do verão, ou pelo menos a aproveitável. O mundo inteiro vive numa correria, trabalho, trabalho e trabalho. Formiguinhas que não param nem no inverno.

   Mas, esquecendo um pouco da vida e deixando de lado algumas responsabilidades, fui às praia no meio da semana, me deixar viver o que passa por mim e nem sequer vejo.

  Antes, eu via o Mar todos os dias no caminho para o trabalho. Sentia aquela brisa e o calor... ah, o calor..

  Sentindo a brisa eu me sentia também na obrigação de fazer uma promessa diária, a qual desejava cumprir mais que qualquer coisa, e acabava fazendo qualquer coisa, deixando passar a sensação de ter as ondas batendo em mim e a areia massageando minha pele;

  Prometia ir à praia no fim de semana.

  Não havia nada que me impedisse, chuva, falta de sol, falta de tempo...  Não haviam fins de semana que me fizessem ficar com menos remorso por não cumprir minha promessa.

  Meses se passaram até que parei de passar todos os dias de frente ao Mar, e minhas promessas pararam de ser feitas. Já estava esquecendo até que eu prometia...

   Passei a viver então as coisas que não vivia em casa, a minha vida antes de todo o frenesi e movimento que não me deixavam, sequer parar para assistir tv, por cansaço ou falta de tempo.

  Meu tempo que era dividido em 3 horas rodando dentro de ônibus, 10 horas perdidas num emprego que eu odiava e pouco mais de 2 ou 3 para comer e me entreter, as outras que sobravam eram de sono.

  Eis que chega o Natal, o Ano Novo e a família vem de fora, para visitar e me fazer cumprir a promessa. Sem que eu soubesse que a vida programava me fazer sentir o Sol e o Mar que há tempos eu não sentia.

 Chegou meu dia então.

  Sem nenhuma cerimônia tirei minha roupa e fui saltitando até o nível da água onde eu podia, porque não sei nadar, e o Mar me abraçou, a água me fez ficar quente, eu senti a vida que tinha ali dentro.

  É difícil de descrever o quanto eu me sinto bem dentro do Mar. As coisas tristes parecem ter medo de entrar na água também, elas devem ser como crianças que tem medo das ondas, da água salgada e do movimento.

  Me senti nova.
  E estou guardando essa sensação até agora.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Coisas perdidas na manhã de uma sonhadora.


SÓ O CHUVEIRO DESPERTA...

Hoje...(?)

As vezes eu acordo e não penso em nada...

Na minha cabeça vazia, os pensamentos não tem um caminho certo e eu só sigo meu caminho até o chuveiro para despertar depois do toque da água gelada.

Os pensamentos soltos não me deixam organizar muita coisa na minha cabeça, e o começo de um dia é sempre o horário mais desorientado. Não saberia onde ir se o chuveiro não fosse o caminho mecânico de todas as manhãs.

Ouço vozes e músicas, desperto tentando expulsar as pessoas que estão no meu juízo "sai fulano! sai cicrano!", minha vida só no começo e já tem quem me aperreie...

O dia, um dia... No despertar da manhã sempre eu me vejo nascendo de novo, por isso minha desorientação. (acho...)

E no final, o hoje vai ser sempre o mesmo dia, com algumas coisas diferentes para que na manhã do proximo dia, minha cabeça esteja cheia de vozes, músicas e lembranças emaranhadas.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Organizada.

É.
   Eu não me sentia uma pessoa tão organizada, não tinha nenhum problema com coisas bagunçadas, e mesmo se minha consciência me dissesse "arruma pelo menos a cama", eu não estava nem aí.
Algo me fez mudar radicalmente, querer as coisas no lugar.

Não mudo radicalmente meu modo de ser com nada... Isso é estranho, então começei a pensar o porquê de tanta arrumação.

Há um pouco de tempo eu me sinto na obrigação de, pelo menos, arrumar a cama e o quarto pra me sentir bem. Mas manter um quarto, que não é só meu, arrumado é uma tarefa impossível, estressante.

   Meu irmão dorme no meu quarto, sempre dormiu comigo, e essa divisão de quarto sempre deu problema apesar de antes eu não ligar pra bagunça, outras coisas nos faziam ( e nos fazem até hoje) sair em pé de guerra e transformar minha casa numa trincheira divdindo um cômodo que, antes de nos mudarmos, era até grandinho. Mas espaço nenhum continha a fúria de nossas divergências infantis.

  Agora, que nos mudamos pra uma casa muito menor, dormimos numa trincheira de 5x3m(se eu não me engano), e nela, nossas batalhas são constantes.
Ele tem um pouco da minha falta de organização de antes.


  Tudo bem. Brigas entre irmãos são normais, isso não é o fim do mundo.


 O que eu quero mesmo entender é o porquê de tanta mudança...